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Afinal, quem sou Eu? Uma questão que nos faz pensar. Podia dizer que Eu sou o…, dando os meus dados pessoais, aqueles que para a maioria sou conhecido. Mas não é esse o objectivo da minha pergunta. Quero ver-me. Ver realmente como sou... Quem sou... Olho para mim... e o que é que eu vejo? O que é que eu sinto? Vejo-me como um Homem igual a tantos outros, nem mais, nem menos, simplesmente igual. Tenho uma vida cheia de sonhos, ambições e metas a atingir e é aqui que me torno diferente. Diferente no pensar, agir, como encaro a vida que Deus me deu e tudo num corpo diferente. Mas Eu não Sou o meu corpo, o meu Eu verdadeiro, é a minha alma, aquela que é imortal. Sinto que Sou forte, às vezes nem tanto como gostaria de ser. Sinto que Sou amoroso quando quero, destemido por não ter o maior medo – a morte. Aquilo que tememos, acaba por ser aquilo que atraíamos. Sinto que Sou um sucesso pelas vezes que saboreei o doce sabor da vitória. Já provei imensas vezes o amargo da derrota, mas não se sobrepôs às vitórias. As derrotas fazem parte daquilo que Eu Sou, ajudaram-me no meu crescimento espiritual e se não fosse as derrotas, desconhecia o sabor de que é vencer. Sinto que Sou bonito, gosto quando me olho ao espelho quer seja de manhã ou depois do banho e fazer todas aquelas macacadas. Sinto que Sou alegre e harmonioso. Irradio amor e Sou amado, quem sabe também odiado e mesmo que o seja, não deixo de ser quem Sou. Enfrento guerras e tempestades, aquelas que Eu mesmo atraio para a minha vida, sabendo que depois, um sol brilhará e a doce melodia da vida de novo se fará ouvir, dando uma paz e tranquilidade para o meu Ser. Eu Sou rico, imensamente rico por ter tudo, tudo aquilo que necessito para a minha vida. Os meus gostos também são aquilo que Eu Sou. Gosto de ver o mar revolto em dias de tempestade, a força da natureza inspira-me e contagia-me com a sua força e respeito. Gosto da chuva, de abrir os braços e rodar o corpo de olhos fechados, sentido a cada momento que me vou encharcando. Gosto da trovoada, do som, da luz, do impacto e do silêncio quando se afasta. Gosto das ventanias fortes por levarem de dentro de mim todas as minhas tristezas. Gosto do sol quando nasce por ser um espectáculo digno de ser visto, quando meio mundo ainda está a dormir. Assistir ao pôr – do – sol também faz parte dos meus gostos e se estiver acompanhado ou sozinho, será para mim apenas um pôr – do – sol. Gosto de crescer um pouco mais a cada dia, gosto de ler, aprender, sentar-me na margem do rio depois de um dia trabalho. Gosto de conversar com a lua e contar-lhe todos os meus segredos. Gosto de pensar que está tudo bem e que amanhã vou estar ainda melhor. Gosto de escrever coisas com sentido e outras sem sentido, o importante é que escreva. Gosto do silêncio da noite ou do dia quando me encontro a sós comigo mesmo. Deus costuma usar a solidão para nos ensinar a convivência e muito tenho aprendido. A solidão não me assusta, pelo contrário, assusta-me a companhia daqueles que não são uma mais-valia para a minha vida. Olho para o meu lado direito e não encontro ninguém, olho para o meu lado esquerdo e obtenho o mesmo resultado. Olho para cima, vejo uma águia a voar no céu com uma liberdade espantosa num bater de asas com um ritmo sincronizado. Eu gosto ser como uma águia. Gosto dos momentos em que tudo o que quero é silêncio, não quero o barulho, as conversas, nem mesmo a música, apenas o silêncio. Gosto do passado por ter sido tudo aquilo que fui, mas gosto mais do presente por experienciar o momento presente – o agora, o mais importante de todos. Poderia continuar a escrever pela noite dentro, tudo aquilo que Eu Sou. Posso acabar sempre por resumir que Sou um Homem feliz e porquê? Sou feliz porque sim!
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Te adoro!
Beijos!!